Em 29 de setembro de 2025 o pesquisador sul‑coreano YoungHoon Kim publicou no X que havia liquidado todos os seus ativos e comprado apenas Bitcoin.
Ele se apresenta como detentor do “maior QI do mundo” (276) e Grand Master of Memory e afirmou que considera o Bitcoin a única esperança para a economia futura.
O portal TheStreet explicou que Kim já fazia previsões de alta para a moeda e que, por causa disso, converteu 100 % de seu patrimônio para a criptomoeda.
Kim também prevê que o preço do Bitcoin subirá 100 vezes em dez anos, superando 10 milhões de dólares por unidade.
O portal Coinpaprika acrescenta que Kim se apresenta como líder da United Sigma Intelligence Association e Grand Master of Memory e diz ter seu QI certificado pelo World Memory Championships e pela Official World Record.
O mesmo artigo relata que Kim justifica seu entusiasmo pelo Bitcoin citando o fornecimento limitado da moeda, o caráter global e sem fronteiras e sua imunidade à inflação.
Ele acredita que empresas ligadas ao Bitcoin, como a americana American Bitcoin (ABTC), poderão se tornar as maiores do mundo.
Além das previsões econômicas, o empresário incluiu um tom religioso. Em português, o tuíte de Kim:
“Acredito que o Bitcoin é a única esperança para a economia futura. Por isso, converti todos os meus bens em Bitcoin… tudo o que possuo pertence apenas ao Senhor Jesus e será usado para a glória Dele”.
Kim afirma que pretende fundar um “segundo Bitcoin” como “segundo Satoshi Nakamoto” para apoiar o movimento Make America Great Again e construir igrejas em nome de Jesus.
Por que esse debate importa para quem acompanha o Bitcoin
Scarcity e fundamentos do Bitcoin
Quem acompanha meu trabalho sabe que falo sobre Bitcoin há muitos anos e que as razões pelas quais considero a criptomoeda revolucionária vão além de uma opinião isolada.
Diferentemente do dinheiro emitido por governos, o Bitcoin possui um limite matemático de 21 milhões de unidades.
Novas moedas são geradas como recompensa para os mineradores e essa recompensa é cortada pela metade aproximadamente a cada quatro anos (evento conhecido como halving).
Após o halving de 2024, restam 29 reduções no prêmio até que a recompensa final de um satoshi seja distribuída, algo previsto para cerca de 2140.
Segundo a Investopedia, já haviam sido minerados 19,9 milhões de Bitcoins até agosto de 2025, restando cerca de 1,1 milhão para serem emitidos.
A escassez programada e a descentralização da rede são características que atraem investidores em busca de um ativo resistente à inflação e sem controle de governos.
Independência intelectual
O caso de YoungHoon Kim é apenas um lembrete de como narrativas influentes podem capturar a atenção do público.
No entanto, seguir celebridades ou supostos “gênios” não substitui a pesquisa própria.
A história do Bitcoin é rica e complexa; envolve conceitos de criptografia, economia e governança digital.
Ao longo dos anos escrevi sobre halving, adoção institucional, regulamentação e, principalmente, sobre a importância de entender o protocolo antes de investir.
Mesmo que alguém com suposto QI extraordinário se declare 100 % investido em Bitcoin, isso não deve ser o único motivo para você comprar ou vender.
Além disso, é saudável que diferentes vozes entrem no debate. A pluralidade de opiniões enriquece o ecossistema, mas ter opinião própria é fundamental.
Pesquise, leia whitepapers, acompanhe relatórios e analise dados de adoção. Evite se basear apenas em declarações nas redes sociais.
Conclusão: celebre a diversidade, mas seja crítico
A conversão total de patrimônio de YoungHoon Kim para Bitcoin é, acima de tudo, um episódio midiático.
Ela demonstra que mesmo pessoas de perfis distintos — seja um autoproclamado recordista de QI ou um investidor comum — podem chegar à conclusão de que o Bitcoin tem valor.
De um lado, é positivo ver novos participantes reconhecendo a importância de um sistema financeiro descentralizado; de outro, a história reforça a necessidade de checar fontes e não se deixar levar por títulos ou notoriedade.
Tenho orgulho de ter falado sobre o Bitcoin muito antes dessa onda de repercussão e continuarei defendendo a liberdade financeira e a inovação tecnológica que o Bitcoin representa, mas sempre com base em fatos verificáveis e convidando todos a pensar de forma autônoma.
Afinal, ter opinião própria — e fundamentá‑la em estudos — é mais valioso do que qualquer recorde de QI ou promessas de ganhos rápidos.
E para continuar essa conversa, no dia 31 de outubro — aniversário da publicação do whitepaper do Bitcoin — farei uma live especial.
Para participar, entre no nosso grupo e garanta sua presença; será uma oportunidade de tirar dúvidas e celebrar a história do Bitcoin juntos.
Aviso: este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, consulte especialistas e faça sua própria pesquisa.
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